Nome Completo António José Raimundo Coelho Nacionalidade Portuguesa Data de Nascimento 05-11-1957 Clube Funçao Comissário Data da Entrevista: Jan 2011
TOZE COELHO
ENTREVISTA A ...
Que balanço fazes destes anos praticando basquetebol ? Positivo. Aspectos positivos e negativos ? Viajar e conhecer novas culturas e lugares. As lesões, sempre redutoras de actuações e melhores prestações. Para um jovem árbitro que conselhos darias? Para ser Árbitro é necessário gostar muito, ter muitas horas disponíveis e frequentar muita formação. Tens algum projecto para o basquetebol ou para a Arbitragem que gostarias de concretizar ? Sim. Muitos. Um momento positivo na tua carreira que nunca vais esquecer ? Ter sido 1º Árbitro na primeira final da Euroleague. E o mais negativo ? Ter fracturado a perna no jogo BELENENSES / CAB. Qual a tua opinião acerca da arbitragem e do basquetebol em Portugal? Infelizmente para todos nós e neste momento, o nível da Arbitragem é superior ao nível do jogo praticado pelas nossas equipas. Para termos maiores possibilidades na Arbitragem a nível Mundial era preciso que as nossas equipas e a nossa Selecção participassem assiduamente nas principais competições da FIBA para que os níveis de competência do jogo subissem, pois todos os países com quem competimos são muito profissionais, porque só assim pode existir maior evolução. A Arbitragem ainda tem muita margem e espaço para crescer, tanto ao nível superior como principalmente ao nível das bases em que o trabalho ainda é mais importante, porque significa o Futuro. Mas só pode haver maior evolução se o jogo também evoluir. Uma coisa puxa pela outra. O que deve ser alterado para melhorar as Competições ? Como os jogadores não são profissionais e as equipas têm menos tempo para trabalhar a qualidade do jogo baixou. É necessário reformular os Campeonatos. As equipas não podem passar tantos dias sem jogar. No tempo em que eu jogava tínhamos todos os fins-de-semana jornadas duplas e não existiam tantos dias e meses de paragem. Tem que haver mais jogos para maior crescimento dos jogadores e das competições. Tem que haver maior divulgação. Que jogador mais te impressionou ? O Carlos Lisboa. Foi meu adversário como jogador e arbitrei muitos jogos em que ele participou. E Treinador ? O Prof. Manuel Fernandes, foi meu Treinador 3 anos no Barreirense. E Jogadora ? A Cristina Silva – “Pingas”. Excelente jogadora e pessoa. Uma situação caricata que se tenha passado em campo Ter torcido um pé no apoio da câmara de televisão do jogo Illiabum / FC Porto. E no balneário ? Um polícia querer prender o meu colega árbitro depois de acabar o jogo que tínhamos arbitrado. E fora do campo ? Ser perseguido por adeptos depois da equipa da casa ter perdido o jogo. O teu clube preferido ? O SIMECQ Qual o recinto desportivo que te impressionou mais ? Vários. Mas por ser diferente a postura do público e estar completamente cheio, com cerca de 15 mil pessoas, um no Japão, em Fukuoka. Onde existe o melhor público a assistir aos jogos ? Se melhor é não insultar os jogadores e árbitros, é no Japão. Se melhor é o mais conhecedor do jogo, é em Espanha. E o pior ? O pior para os árbitros é ter como público os Pais dos jovens jogadores das camadas de formação a serem incorrectos. Outra modalidade desportiva que gostas ou que praticas ? Andebol. Joguei no Sporting. A Nível pessoal Quem és? Divulga-nos o teu lado mais desconhecido Fui jogador durante 20 anos. Comecei nos Minis na Esc. Francisco Arruda em Lisboa com os Profs. João Coutinho / Mário Lemos. Joguei pelo Atlético, Simecq, Benfica, Barreirense, CAB e Belenenses. Fui Treinador durante 3 anos no Simecq. Árbitro durante 23 anos. Dirigente do Conselho de Arbitragem durante 2 anos e meio. Agora no Basquetebol exerço as funções de Comissário / Observador e sou o Coordenador do Programa Potenciais Talentos do Conselho de Arbitragem da FPB, dos jovens árbitros. O que fazes além do basquetebol ? Trabalho num Banco. Um desejo Que o Basquetebol português consiga estar presente em Campeonatos do Mundo e nos jogos Olímpicos. Um sonho Portugal ter um Árbitro a arbitrar uma final dos Jogos Olímpicos. O prato preferido O arroz de pato cozinhado pela minha mulher. Quem o prova nunca mais quer comer outro. Viagem de sonho Austrália / Nova Zelândia Um pensamento Portugal conseguir recuperar da crise. Um ídolo STEVE JOBS Se fosses milionário o que não dispensavas ter ? Uma casa ou fundação de apoio a bebés e crianças rejeitadas pelos pais. E para terminarmos com humor a tua anedota preferida Dizia-me hoje um amigo: "Estou numa situação financeira tão má, tão má, que se a minha mulher decidir ir-se embora com outro homem, terei de ir com eles." Comentários finais Vão aos pavilhões ver os jogos. Só assim o Basquetebol pode avançar para outros patamares de crescimento. Gostaste da Entrevista? Sim. Que pergunta faltou fazer Muitas e nenhuma. Entrevistador Fernando Borges 17.01.2012
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